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Esse blog mudou de endereço. Agora ele está em:
http://culturapetista.blogspot.com
Beleza?
Quinta-feira, Junho 28, 2007
Erundina na Caros Amigos 1
Entrevista de Luiz Erundina à revista Caros Amigos. Aqui estão apenas os trechos disponíveis no site da revista. Também copiei outros que achei interessantes, que estão no post de baixo.
ENTREVISTA COMOVENTE: LUIZA ERUNDINA
http://carosamigos.terra.com.br/nova/ed122/erundina.asp
Com mais de quatro décadas de vida política, a paraibana Luiza Erundina, hoje deputada federal pelo PSB de São Paulo, não é triunfalista sobre seu passado – foi a primeira mulher prefeita da terceira maior cidade do mundo e ministra de Estado – nem alimenta ilusões sobre o seu presente, como integrante de “um partido como outro qualquer”. Pelo contrário, ela aposta suas fichas no futuro, mas não, por enquanto, num novo partido, e sim nos movimentos sociais, a partir dos quais acha que surgirá um novo ciclo na vida política e principalmente social e econômica do Brasil. O ciclo anterior, que vai dos movimentos que confluíram na fundação do PT até o governo Lula, para ela, está esgotado. Assim como os partidos hoje seriam todos farinha do mesmo saco. Nesta entrevista, ela faz ainda uma revelação: a história verdadeira das Ligas Camponesas dos anos 1950 e 1960 ainda está para ser contada: foi cheia de chacinas e cabeças cortadas.
Marina Amaral - De que cidade a senhora é e como foi sua infância?
Uiraúna, uma cidadezinha no sertão da Paraíba. Meu pai era agricultor e artesão. Trabalhava com couro, tinha a fama de ser um seleiro cuja sela não machucava os animais. E no período de plantação ou de colheita trabalhava como agricultor de subsistência. Éramos uma família pobre e muito numerosa, dez filhos, e ele a cada seca nos levava para algum lugar não muito distante.
Marina Amaral - Vocês iam como?
As crianças iam no dorso de animais – que eram poucos – e os adultos a pé, até chegar num ponto pra tomar um trem que nos levava para algum destino. Meu pai tentava chegar já com um contato, através do qual conseguia algum trabalho, mas em situações as mais precárias, as mais inseguras e mais difíceis. A maioria dos parentes em Uiraúna vivia esse drama, e desde muito cedo tomei consciência disso. Me lembro daquelas noitadas, mamãe preparando a comida levada em lata para comermos na viagem e a família arrumando os troços pra fazer a arribação. Outra coisa que marcou muito a minha infância foi a preocupação se viria ou não a chuva. Desde pequenos aprendíamos a verificar os sinais de chuva, ou o contrário.
Marcos Zibordi - Quais eram?
A cor do sol no fim da tarde, o vento numa certa direção, uma determinada ave que aparecia cantando e marcava a presença da seca – aquilo era o nosso cotidiano. Desde muito pouca idade tomei consciência de que aquilo não era uma situação justa, normal, igual para todos. Embora fosse uma pequenina comunidade, havia diferenças porque algumas famílias não precisavam sair caso não chovesse, enquanto a minha e a da maioria precisavam sair. Outra coisa que me marcou muito era que ali na comunidade tinha uma rua onde ficavam segregados os negros. Chamava-se Rua dos Negreiros. Eles podiam transitar pela cidade, trabalhar na casa dos brancos – famílias igualmente pobres como a minha –, mas tinham que morar naquela rua. Esses sinais contribuíram para eu tomar consciência de que as coisas tinham que mudar. E o meio de que eu poderia dispor pra tentar mudar aquilo era o estudo.
Marina Amaral – Por que foi que a senhora saiu do PT?
Porque o PT já não era aquele PT que ajudei a fundar.
Marina Amaral - Quando a senhora percebeu isso?
Foi como prefeita, as exigências que o partido fazia à militante no governo já não correspondiam às nossas origens, nossos compromissos, nossos sonhos, à nossa utopia, à nossa visão de mundo, à nossa visão de poder, à nossa visão de política que era uma visão pedagógica. A gente não tinha muita preocupação em ser candidato, em se eleger. Inclusive a proposta do PT naquela época era: “Não pode ser candidato duas vezes”. É candidato uma vez e deixa o lugar pro outro. O mandato é uma forma de militância, como tem no sindicato, na luta do povo. Portanto, o militante não pode se cristalizar no mandato. Porque não acreditávamos na institucionalidade burguesa. E o institucional, a partir de certo momento, passou a se sobrepor à presença da força política que nós éramos na luta direta com o povo. Aí nos encastelamos nos espaços institucionais, de vereador, de deputado estadual, deputado federal, prefeito, governador – ainda muito poucos –, isso antes de a gente chegar na prefeitura, mas tendo consciência de que aquilo era um dos espaços, e não o principal.
Marina Amaral - E por que a senhora foi para o PSB e não para o PSOL?
Fui para o PSB antes de existir o PSOL, foi na época em que eu vi que havia uma incompatibilidade com o PT. E a gota d’água foi na campanha de 96, contra Pitta. Cheguei a ir para o segundo turno. Também teve uma prévia que disputei com o Mercadante e também foi um inferno. Foi mais difícil disputar com o Mercadante dentro do partido do que contra Maluf e companhia fora. Tive que responder, nos não sei quantos debates feitos nos diretórios e nos núcleos, por que havia ido para o ministério Itamar. Aí fui para o segundo turno numa campanha precariíssima, a própria equipe que coordenou a campanha, Garreta e companhia, me responsabilizou por não ter ganhado a eleição. Responsabilizou a mim e à equipe que produziu o programa. E apresentou uma moção de repúdio a mim e aos companheiros, isso em agosto do ano seguinte. A eleição havia sido em novembro! Ali foi a gota d’água. Eu conhecia o Arraes, tinha profunda admirão pelo Arraes e achava que, ele à frente de um partido, aquele partido poderia ter algum sentido. Aí resolvi ir para o PSB, que não era um partido de massa como o PT, não tinha nada a ver com o PT. Eu não deixei o PT, o PT que me deixou. Ainda hoje é uma questão mal resolvida dentro de mim.
Sérgio de Souza - E as pessoas que estão nessa mesma situação devem optar pelo que, a senhora acha?
Acho que temos que construir aquele novo ciclo histórico social. Antes de pensar em constituir um partido tem que se vincular fortemente com os movimentos sociais.
Erundina na Caros Amigos 2
Tirei alguns trechos da entrevista com Luiza Erundina da Caros Amigos desse mês de maio.
Ela é deputada federal pelo PSB. Já foi prefeita de São Paulo e do PT até 1998, quando saiu devido a diferenças com a militância do partido. Segundo Erundina, não foi ela quem deixou o PT, o PT que a deixou.
Mais sobre ela no link:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Erundina
Thiago Domenici: Eu gostaria de saber como funcionam os lobbies no Congresso.
O que a mídia transmite sobre o Congresso não é real. Ou real em parte, por que a mídia só projeta aquilo que é destrutivo para o poder, sobretudo a Câmara. Se há uma instituição na democracia burguesa mais representativa do povo, é a Câmara. Por isso que uma certa mídia faz campanha tão sistemática para destruir o poder, para com isso enfraquecer a democracia. A grande parte dessa mídia não tem compromisso com a democracia, porque não pagou por ela. Não podemos correr riscos, e a forma como uma certa mídia desmoraliza o Poder Legislativo... não obstante todos os canalhas que têm lá. E tem muito canalha lá, de todos os partidos. Mas eu valorizo tudo o que se produz de bom naquele Congresso e se produz muita coisa boa. Acompanhem as comissões temáticas, os seminários que se realizam, as audiências públicas, as discussões de projetos de iniciativa do governo, de iniciativa do próprio Congresso. Agora mesmo temos uma discussão riquíssima na Comissão de Ciência, Tecnologia, Comunicação Informática, sobre a revisão das normas de outorga e renovação de concessão.
Aqui ela falou em descentralizar os meios de comunicação, o que dependeria da pressão do povo na decisão desse tema, já que a tenhdência é que os meios já estabelecidos tenham mais poder, cresçam mais com a TV digital.
Marcos Zibordi: A senhora acha que a maior parte dos que fazem parte da comissão é a favor ou contra uma democratização? A gente sabe que parlamentares que fazem parte dessa comissão têm interesses diretos.
Olha, esses lobbies só se expressam na hora certa, na hora do voto. Nem aparecem nas reuniões da subcomissão. Mas quando chegar no plenário, que a decisão é do plenário da comissão, aí sim erra turma está lá e aí é hora de pedir verificação de voto, e aí a gente precisa desse canal com a sociedade. As mudanças têm um preço e não se fazem mudanças sem o povo estar junto mudando. A minha história de vida inteira me mostra isso.
Sobre o papel da mídia durante seu mandato como prefeita de São Paulo (1989-1993), Erundina disse que seu mandato não teve uma política de comunicação competente, que não gastou nada nessa área, nem sequer para informar o que estava fazendo.
Sérgio Kalili: Mas não havia uma má vontade na mídia? Eu trabalhava na Folha (jornal Folha de S. Paulo) e ela obrigava a gente a ligar para a prefeitura para encher o saco mesmo, falar da reforma no Anhamgabaú, botou quanto tijolo, quanto paralelepípedo?
E a Globo nunca foi cobrir uma inauguração com minha presença. Ela ia antes. Não podia deixar de ir, por exemplo, à inauguração do sambódromo, à inauguração do autódromo de Interlagos. Eles iam antes, cobriam o evento enquanto eu não estava.
Luis Inácio falou
"Ninguém imagina o que se pode fazer para atender milhões de pobres com R$ 500 milhões ou R$ 600 milhões e, muitas vezes, R$ 1 bilhão não atende à dívida de um empresário numa situação econômica difícil."
Quarta-feira, Junho 27, 2007
Divulgue você também!
Descobri uma nova forma de divulgar meu fotolog petista. Agora é possível linkar Fotolog.com e orkut.
O que é postado/noticiado aprarece no orkut, como um blog.
Abaixo estão alguns feeds que eu adicionei no meu perfil. É só copiar e colar em "editar feeds" no orkut:
Fotolog PT (meu fotolog petista)
http://www.fotolog.com/fotologpt/feed/main/rss20
Notícias do site do PT
http://www.pt.org.br/sitept/index_files/feedrss.php
Conversa Afiada - Paulo Henrique Amorim
http://conversa-afiada.ig.com.br/rss/lista_rss.xml
Blog do Zé Dirceu
http://z001.ig.com.br/ig/45/51/932723/blig/blogdodirceu/rssposts.xml
Terça-feira, Junho 26, 2007
Os ventos estão a favor de Lula
Aprovação de Lula continua alta e atinge 64%
http://www.pt.org.br/sitept/index_files/noticias_int.php?codigo=1539
A aprovação pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é a melhor desde fevereiro de 2005, aponta pesquisa CNT/Sensus divulgada nesta terça-feira (26).
De acordo com a pesquisa, 64% aprovam o presidente, contra 63,7% que tiveram a mesma opinião em abril. Em fevereiro de 2005, a aprovação era de 66,1%.
Os que desaprovam, na pesquisa atual, são 29,8%, contra 28,2% do levantamento anterior. Apenas 6,3% não souberam responder.
A avaliação positiva do governo também continua alta, em 47,5% - contra 49,5% da pesquisa de abril. Para 36,5%, o governo é regular (34,3% na anterior). Já os que fazem avaliação negativa caíram de 14,6% para 14%.
PT tem a preferência do eleitorado
Mas 74% não concordam com a lista fechada.
Com voto em lista fechada, PT tem a preferência do eleitorado
mais em:
http://www.pt.org.br/sitept/index_files/noticias_int.php?codigo=1540
O PT seria o partido de maior preferência do eleitorado em caso de adoção, no Brasil, do sistema de lista fechada para a eleição de vereadores e deputados.
Este é um dos resultados da pesquisa CNT/Sensus divulgada nesta terça-feira (26), que, além da avaliação do presidente Lula e seu governo, também ouviu os entrevistados sobre temas da conjuntura.
Veja abaixo alguns resultados:
Reforma política
A pesquisa aponta que apenas 19,8% da população tem acompanhado as discussões sobre a reforma do sistema político-eleitoral brasileiro. Outros 27% ouviram falar do assunto e a maioria (51,5%) está alheia ao tema.
Dos que acompanham/ouviram falar, 50,5% são a favor da fidelidade partidária, mas a maior parte se coloca contra o financiamento público exclusivo de campanha (75,2%) e o voto em lista fechada (74%).
Em caso de a lista ser aprovada, o PT seria, segundo a pesquisa, o partido mais bem votado, com 21% da preferência. Na seqüência viriam PMDB (10%), PSDB (7,7%), PDT (3,1%) e PFL/DEM (2,8%). O levantamento mostrou, ainda, que 22% não votariam em nenhum partido. Outros 21% não souberam opinar.
Meio ambiente e combustíveis
Nas questões sobre meio ambiente, o destaque ficou para o forte sentimento de soberania nacional em relação à Amazônia. Para a maioria, a preservação da região deve ficar sob responsabilidade exclusiva do Brasil (54%) e tem de ser feita a partir de regras nacionais (75%). Apenas 1,9% são favoráveis à internacionalização.
No Brasil, na opinião dos entrevistados, os desmatamentos e as queimadas são os fatores que mais contribuem para o aquecimento global (56,9%), seguidos da emissão de poluentes pelas indústrias, com 17,1%.
A CNT/Sensus também quis saber como a população avalia a iniciativa do governo federal na adoção de biocombustíveis como energia alternativa. Para 82,7%, a iniciativa é positiva, contra apenas 8% que acham o contrário.
A pesquisa porde ser vista ou baixada em PDF no link:
http://www.cnt.org.br/arquivos/downloads/sensus/relat89.pdf
Domingo, Junho 24, 2007
Esse é o Estado mínimo neoliberal
Bush tem transferido quase todo o orçamento americano de educação, saúde e serviços sociais para a guerra no Iraque. O resultado dessa política está no novo documentário de Michael Moore, Sicko, que logo estará no Brasil, espero.
Moore criou um canal no YouTube, onde pede para que os americanos que têm problemas com o sistema de saúde público ou mesmo o particular enviem sua estória para o canal.
Susan enviou seu vídeo falando sobre como quase ela e seu marido perderam a própria casa para ter que pagar a conta de seu plano particular.
Ela teve que passar por uma cirurgia e os médicos acharam nela um tumor, o que era uma condição pré-existente e que o plano não cobria. A empresa cobrou a cirurgia a parte: 65 mil dólares.
Depois de uma semana e mais de mil visitas ao vídeo a empresa entrou em contato com o casal, informando que a conta estava errada e que eles teriam que pagar apenas 500 dólares pela cirurgia.
Puro suborno! O que uma empresa não faz para não manchar a própria imagem! Quantos outros casos ocorrem nos EUA, agora com um sistema de saúde comparável a de países de terceiro mundo? Vários, claro. Agora os americanos têm que pagar por algo que era de graça e muitas vezes ficam a ver navios pois as empresas costumam promover aqueles que negam tratamento a um paciente e aumentam a margem de lucro. Isso sem falar de seus lobbistas, sempre bem pagos para convencer o congresso americano a deixar de lado a saúde.
Essa é a política que partidos como PSDB e PFL importam e tentam "encaixar" aqui no Brasil. Para eles o mercado resolve tudo. Haja esperança.
Vocês podem ver o vídeo no link: (em inglês)
http://www.youtube.com/watch?v=Wz7uRmMUSZM
O YouTube do documentário:
http://www.youtube.com/user/SickoTheMovie
Manual para desgovernar
Aqui em São Paulo querem criar pedágios para diminuir o tráfego.
Não era melhor investir em ônibus?
Bando de mongol....
Sábado, Junho 23, 2007
Por dentro da ocupação na USP
Conheça o que os jornais chamam de "invasão" da reitoria da USP. Um vídeo muito bem feito pelos alunos de audiovisual no link:
http://www.youtube.com/watch?v=iMBg21ioXbA
"Imaginar que isso aqui é um bando de baderneiros que se juntou pra fazer uma fogueirinha e tocar violão é deslegitimação do interlocutor político, que é não querer dialogar. Isso é anti-democrático."
"A gente tentou muitas vezes marcar conversas com a reitoria, com a reitora, com o conselho universitário. Esse diálogo nunca foi aberto. A reitoria foi ocupada justamente como forma de abrir esse diálogo."
"A universidade pública é boa não por muito tempo, se a gente não estiver aqui lutando. O mesmo processo de sucateamento da rede básica de ensino é o que está se tentando implementar na universidade."
"Eu acho que os decretos são parte de um processo muito maior, que não começa com o governo Serra."
"Educação pública tem que ser entendida de forma integrada."
"E o que esses decretos vêm fazer é justamente separar ensino da pesquisa, que já é uma questão que vinha sendo posta para a universidade há muito tempo."
"Não é ruim elas serem submetidas a uma sub-secretaria. É ruim haver a fragmentação do sistema de educação pública."
"A relação que vai se dar entre cada uma dessas secretarias fica centralizada em cima do governo."
"Precisa ser discutido o que é prioritário ou o que é estudado dentro de uma universidade (...) Se o decreto fala de pesquisa operacional, por exemplo, ele busca a construção de um projeto de universidade que se liga a toque de caixa com o mercado."
"Um exemplo clássico é o da faculdade de Farmácia, que produzia medicamentos, era referência na América Latina na produção de medicamentos para doenças tropicais, e que virou referência na produção de cosméticos depois que uma fundação se alojou. Então, todo a questão de pensar pra quem o conhecimento que está sendo produzido aqui serve e a que ele serve tem a ver com qual a função fundamental de uma universidade pública."
"O debate de acesso é fundamental. De nada adianta a universidade ser gratuita se você não tem dinheiro pra transporte, pra comer, pra morar. Você não consegue exercer seu direito de ter uma universidade gratuita."
Franklin Martins
Entrevista com Franklin Martins no programa Roda Viva. Rodeado de jornalistas golpistas de primeira linha de veículos como Veja, Estadão, Folha e Correio Brasiliense, o ministro de Lula respondeu sobre a relação entre o governo e a imprensa, a TV pública e muito mais. Coloquei os trechos que achei mais interessantes:
Parte 1
http://www.youtube.com/watch?v=uPRpyZX0p7c
Parte 2
http://www.youtube.com/watch?v=OKlnuOXZOaU
Parte 3
http://www.youtube.com/watch?v=Q_k_7hepI8c
Quarta-feira, Junho 20, 2007
Projetinho nada estético
Novamente venho falar sobre o projeto Cidade Limpa, implantado aqui em São Paulo.
Como eu disse em um post anterior, a cidade ficou ridícula com apenas plaquetas indicando os pontos comerciais.
Abaixo venho com algumas fotos para mostrar como a cidade ficou depois da lei. Clique na miniatura para ver a imagem em tamanho real.
As plaquetas:
Bush, o sofredor
Trecho de uma entrevista com a mulher de Bush, falando que ninguém sofre mais que ele com a guerra no Iraque.
No link: (em inglês)
http://www.youtube.com/watch?v=9LXkt-WIx1g
Domingo, Junho 17, 2007
Últimas do site do PT
Reforma política: Bancada do PT apresenta proposta de lista pré-ordenada flexível
tudo no link:
http://www.pt.org.br/sitept/index_files/noticias_int.php?codigo=1313
proposta alternativa definida pelo PT prevê a adoção de listas pré-ordenadas flexíveis. Essas listas funcionaram da seguinte forma: o partido político apresenta ao eleitor uma lista ordenada segundo a preferência partidária, e o primeiro voto é para o partido e o segundo voto, facultativo, para o candidato que o eleitor gostaria que estivesse em primeiro lugar para ser eleito.
Para a líder em exercício da bancada do PT na Câmara, deputada Iriny Lopes (ES), a proposta "é fruto de um esforço coletivo" com o objetivo de construir um consenso. "Isso é importante para a bancada do PT e também tem repercussões para a Câmara, pelo fato do PT ser a segunda maior bancada e ser o partido do presidente da República", disse.
Na avaliação de Iriny Lopes, essa "unidade do PT" em torno de uma proposta ajuda "na negociação" com as demais bancadas da Casa. "O PT estará trabalhando com muito afinco para que essa alternativa mediada facilite na aprovação de uma reforma política. E com a lista pré-ordenada flexível vamos iniciar no Brasil um processo pedagógico de voto em projetos representados por cada partido", destacou.
Reforma política: Líderes debaterão novo acordo para votação do projeto
tudo no link:
http://www.pt.org.br/sitept/index_files/noticias_int.php?codigo=1339
O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), reúne-se na próxima terça-feira (19), com os líderes partidários para avaliar a possibilidade de um novo acordo para a votação do projeto da reforma política, PL 1210/07. O acordo anterior previa a apreciação do voto em lista, seguido do financiamento público de campanha como os primeiros pontos para análise. Como houve resistências ao voto em lista, os deputados não conseguiram votar a reforma nesta semana.
Com o objetivo de viabilizar a votação, a bancada do PT na Câmara definiu na última quinta-feira, proposta alternativa para a lista pré-ordenada. A proposta prevê "listas pré-ordenadas flexíveis". Nesse caso, o partido apresenta ao eleitor uma lista ordenada segundo a preferência partidária: o primeiro voto é para o partido e o segundo, facultativo, para o candidato que o eleitor gostaria que estivesse em primeiro lugar para ser eleito.
A expectativa, acrescentou o líder do PT, é de que a reforma possa ser votada ainda neste primeiro semestre. "A bancada do PT vai se esforçar para encontrar uma proposta consensual e tentar, ainda neste semestre, votar a reforma política, tão importante para o nosso país", finalizou.
IBGE: Emprego industrial sobe pelo quarto mês consecutivo
tudo no link:
http://www.pt.org.br/sitept/index_files/noticias_int.php?codigo=1306
O emprego industrial cresceu pelo quarto mês consecutivo. De março para abril, aumentou 0,5% e, na comparação com abril de 2006, as contratações na indústria nacional aumentaram 1,7%. Este é o décimo resultado positivo consecutivo do emprego industrial nessa comparação e o mais elevado desde maio de 2005.
No acumulado dos primeiros quatro meses de 2007, a alta registrada no emprego industrial atingiu 1,4%.
Em nota, o IBGE avalia que "em 2007 o emprego industrial evoluiu favoravelmente em todas as bases de comparação".
O número de horas pagas aos trabalhadores na indústria também aumentou 0,9% em abril em relação a março, quando foi registrada queda de 1%. Sobre abril de 2006, a alta foi de 1,6%. No acumulado janeiro a abril de 2007, as horas pagas subiram 1%.
MST propõe criação de agrovilas como parte da reforma agrária
tudo no link:
http://www.pt.org.br/sitept/index_files/noticias_int.php?codigo=1329
A proposta de reforma agrária que o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) pretende discutir com o governo federal e com a sociedade brasileira prevê a criação de agrovilas: a implementação de micro-cidades em assentamentos rurais com uma infra-estrutura que permita a interação entre homem, trabalho e meio ambiente.
Segundo Maria de Fátima Ribeiro, da coordenação nacional do MST, as agrovilas representam a possibilidade de fixar os jovens no campo. O projeto foi desenvolvido por arquitetos, a partir de parcerias entre o movimento e universidades. "A idéia é massificar, dar moradia ao homem do campo, permitindo que a juventude não precise se mudar para os centros urbanos".
Ribeiro diz que as agrovilas funcionariam como pequenas cidades com infra-estrutura básica, como saneamento, posto médico, escola, etc. Além disso, haveria espaço para esporte, lazer e atividades culturais. A construção das casas seria feita em local que permitisse uma ligação direta com as áreas de cultivo, respeitando a vegetação e as fontes de água.
De acordo com ela, algumas agrovilas já foram construídas no Nordeste. "Essas experiências têm se mostrado um sucesso".
Proposta de jornada semanal de 40 horas tramita na Câmara
tudo no link:
http://www.pt.org.br/sitept/index_files/noticias_int.php?codigo=1335
Tramita na Câmara o Projeto de Lei 160/07, do deputado Marco Maia (PT-RS), que estabelece a jornada de trabalho de 40 horas semanais. O texto altera o artigo 7º da Constituição, que fixa a jornada semanal em 44 horas, e a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que limita essa jornada em 48 horas.
O texto mantém as especificidades de jornada especial determinadas pela CLT. Segundo Marco Maia, a modificação pretende atender as reivindicações do movimento sindical brasileiro.
O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Maioria dos brasileiros é a favor da reestatização da Vale, diz pesquisa
tudo no link:
http://www.pt.org.br/sitept/index_files/noticias_int.php?codigo=1336
A maioria dos brasileiros é a favor da retomada da Companhia Vale do Rio Doce pelo governo federal. Segundo pesquisa realizada entre os dias 19 e 22 de maio pelo Instituto GPP - Planejamento e Pesquisa, 50,3% dos brasileiros são favoráveis à retomada da empresa, que vem acumulando seguidos recordes em seus lucros, faturamento e investimentos. Outros 28,2% são contra a medida. E 21,5% disseram não saber responder.
As informações reafirmam a avaliação crítica dos brasileiros em relação a diversos aspectos da política de privatizações empreendida no país nos últimos anos. Segundo analistas, durante as eleições gerais do país em 2006 essa agenda se mostrou rejeitada por boa parte da população. E agora, ironicamente, tal rejeição é reafirmada com a questão sobre a Vale em pesquisa encomendada justamente por um dos principais agentes da política de privatizações, o DEM (Democratas), antigo PFL.
A pergunta integrava levantamento de consumo interno dos Democratas, voltado a obter dados sobre a conjuntura política do país. Segundo nota publicada na coluna da jornalista Mônica Bérgamo na Folha de S. Paulo de quinta-feira (14), "o resultado, meio escondido entre várias outras perguntas do instituto GPP, está deixando deputados e senadores que tomaram conhecimento dos números de queixo caído".
Além de ter gerado surpresa entre os parlamentares, a pesquisa também trouxe mais energia para os movimentos sociais e entidades do país que preparam para setembro deste ano a realização de um plebiscito popular sobre a privatização da Vale do Rio Doce, ocorrida em 1997. A empresa foi vendida à época por cerca de R$ 3,3 bilhões e hoje já possui valor de mercado de quase R$ 100 bilhões.
Alegando desde uma possível sub-avaliação no preço da empresa a problemas jurídicos no processo, inúmeras ações questionam a validade do leilão na Justiça, onde ainda aguardam julgamento, mais de dez anos após a privatização.
Gestão tucana: Avaliação do governo Yeda Crusius despenca no RS
tudo no link:
http://www.pt.org.br/sitept/index_files/noticias_int.php?codigo=1305
A aprovação do governo Yeda Crusius (PSDB) segue caindo no Rio Grande Sul, conforme dados levantados pela mais recente pesquisa do Instituto da Universidade Luterana do Brasil (Dataulbra). Na pesquisa divulgada nesta quarta-feira (13), a aprovação do governo do Estado atingiu o índice de 30,7%, registrando queda em relação a abril (36%) e a fevereiro (52%).
Ou seja, em cinco meses, o governo Yeda perdeu mais de 20 pontos em termos de aprovação, caindo de 52% para 30,7%.
Do total de entrevistados, 55,6% disseram não acreditar que Yeda Crusius fará um bom governo e 65% responderam que ela não está cumprindo as promessas de campanha. Já 45,9% responderam que o governo de Yeda não está sendo nem melhor nem pior do que o governo anterior (Germano Rigotto, do PMDB).
A avaliação ruim/péssimo de Yeda chegou a 43,3%, contra apenas 16,1% de b/ótimo e 34,7% de regular. Quando perguntados se aprovam ou não o modo como a governadora vem conduzindo o Estado, 60,5% responderam que não aprovam, contra 30,7% de aprovação.
A pesquisa também avaliou o governo federal no RS: 55% dos entrevistados aprovaram o desempenho do governo Lula (índice superior aos 52% verificados em abril). O presidente Lula obteve nota 5,7 (contra 5,6 em abril e 6,0 em fevereiro).
15/6/2007 - Lula indica que Angra 3 vai sair
tudo no link:
http://www.vaccarezza.com.br/noticias_exibir.asp?noticia_id=1565
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicou ontem que o governo já decidiu pela construção da usina nuclear Angra 3, tema ainda em debate no Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).
'Sobre Angra 3, eu queria dizer que, se queremos crescer 5% (ao ano), temos de dizer aos investidores que vamos garantir energia a partir de 2012, porque até lá está tudo garantido. E não tem porque não usar energia nuclear, que não tem emissões e a tecnologia brasileira é boa', afirmou, acrescentando que a construção da usina vai gerar empregos na região.
15/6/2007 - Reforma política: deputados já falam em 'totalflex'
tudo no link:
http://www.vaccarezza.com.br/noticias_exibir.asp?noticia_id=1571
Os deputados federais começaram a trabalhar ontem (quinta-feira) uma proposta alternativa para a lista fechada. Por trás do esforço, está a tentativa de salvar a reforma e assegurar a aprovação do ponto que consideram mais importante, o financiamento público de campanha.
Na noite de quarta-feira, depois de mais de 10 horas de discussão, uma rebelião das bases contra o modelo de lista fechada impediu a votação do relatório de Caiado, que foi adiada para a próxima terça-feira. Logo que a sessão terminou, os deputados falavam em buscar alternativas à lista.
As opções são semelhantes e convergem para o que foi batizado de lista flexível ou híbrida, com o apelido totalflex ou flexpower, referência aos modelos de carro capazes de usar tipos diferentes de combustível. "É o movimento totalflex. Pode ser a gasolina, a etanol, a querosene ou a qualquer outro combustível para chegar lá", afirmou o deputado Henrique Fontana (PT-RS), que também quer um acordo.
Por esta nova idéia, o eleitor votaria numa lista fechada elaborada pelos partidos, mas também teria a opção de, numa segunda votação, escolher, individualmente, um candidato. As legendas fariam, então, uma equação para que fossem eleitos tantos candidatos da lista como os mais votados pelos eleitores.
O financiamento público prevê que as campanhas sejam financiadas apenas com recursos da União, no valor equivalente a R$ 7 por eleitor. Doações de pessoas físicas e jurídicas ficam proibidas. Os defensores da lista insistem em que, sem ela, o financiamento público cai por terra porque não haveria uma forma de distribuir os recursos entre os candidatos.
"Não é verdade que lista e financiamento sejam vinculados", reagiu o deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), que participou da dissidência petista que rejeitou a determinação da Executiva Nacional do PT de fechar questão em favor da lista fechada.
Nesta quinta-feira, a bancada petista reuniu-se e os deputados chegaram a um consenso em torno da lista flexível. Mas ficou claro que a discussão ainda não está encerrada.
"O projeto de Caiado foi enterrado. Agora, temos condição de fazer a reforma política com calma, sem açodamento. Não pode começar pela lista", insistiu Vaccarezza, que prefere a votação de pontos menos polêmicos, como a fidelidade partidária e o próprio financiamento público de campanha.
Os defensores da lista, no entanto, têm pressa.
Quinta-feira, Junho 14, 2007
Cala a boca, Tasso
Alguém do PSDB deveria ter dito isso. Veja o vídeo no link:
http://www.youtube.com/watch?v=DNZ8BHMTqIw
Pano pra manga
Uma coisa que todos precisam saber antes de perder tempo discutindo é que assuntos como aborto, reforma política, casamento gay, camisinha, eutanásia, etc. são assuntos que dão muito "pano pra manga".
E aí vão algumas frases que eu peguei no site da revista Época:
"Alguma coisa está errada quando o PT passa a defender a mesma proposta do DEM."
Deputado Geraldo Magela (PT-DF), sobre a sinalização do PT em apoiar o voto em lista fechada.
"Até quatro meses de gravidez não existe quase nada."
Gisele Bündchen, defendendo o aborto.
Discussão sobre aborto é machista."
José Gomes Temporão, Ministro da Saúde, dizendo que poucas mulheres estão envolvidas no debate.
"Não basta ser honesto nem parecer honesto, é preciso provar na Justiça."
Marina Silva, ministra do Meio Ambiente.
"Bush foi o pior."
Jimmy Carter, ex-presidente dos EUA, quebrando protocolo ao falar mal de seu colega George W. Bush.
"R$ 20 mil é muito barato."
ACM, defendendo o sobrinho Paulo das acusações de que aceitou a propina da construtora Gautama.
Mainardi não desiste
Momento tecla SAP. Mainardi é um brasileiro e não desiste nunca. Enquanto a Veja coloca lenha na fogueira tentando derrubar mais um aliado do governo, Mainardi faz sua parte em seu artigo na edição dessa semana da revista (13/6/2007).
"A gente deveria punir os políticos arruinando sua vida particular. Ao contrário do que se diz, não há nada de errado nisso."
Se importa arruinar a vida de um político, logo isso é lei. Ainda mais quando tem um aliado do governo na fila de denúncias da revista. Imagina se o governbo fosse do PSDB, nunca um artigo com idéias como essas surgiria.
"Algum político tem direito a uma vida particular? A imprensa acredita que sim. (...) Os jornalistas conhecem a intimidade dos políticos. (...) me recuso a aceitar que a imprensa imponha seus valores omitindo os fatos. Se um senador é adúltero, eu quero saber."
A imprensa deveria fazer tudo para derrubar um aliado do governo, assim como o Mainardi.
"Os políticos precisam se sentir permanentemente vigiados."
E os do PSDB elogiados, ele diria.
Gilberto Gil falou
Peguei da Veja dessa semana (13/6/2007).
"No caso do (Diogo) Mainardi, todo domingo eu o assisto. Gosto de vê-lo porque acho ele bonito, mesmo dizendo essas coisas."
Gilberto Gil, em entrevista à Playboy.
Quarta-feira, Junho 13, 2007
Meu blog
Há alguns dias chegou pra mim um e-mail sobre o blog. Era um estudante de Jornalismo de Belo Horizonte. Tinha algumas perguntas sobre o blog para um trabalho universitário. Aí vão as perguntas e respostas:
a) O histórico do blog. Quando surgiu? O que você pretende com esse projeto inicial? Quem é o seu público-alvo? Que demandas sociais pretende atender?
Criei o blog há poucos meses, logo depois das eleições passadas. Minha intenção é, além de expressar minha opinião, selecionar notícias e fatos pouco divulgados pela mídia convencional que sejam de interesse do leitor que busca informações mais detalhadas.
Meu público-alvo é primeiramente os eleitores e simpatizantes do PT. Procuro melhor informar esse leitor sobre os fatos políticos.
b) Como se dá a receptividade do blog junto aos internautas? Você recebe e-mails comentando algo que escreveu?
Ainda não recebi nenhum e-mail sobre o blog. Das poucas pessoas que conheço e que comentaram sobre ele, a receptividade foi boa. O que me chama a atenção é que essas pessoas consideram o blog como tendo informações essenciais, o que faz com que elas o visitem regularmente.
c) Suas intenções foram alcançadas na prática?
De uma certa forma sim, embora o blog seja ainda pouco conhecido e visitado.
Segunda-feira, Junho 11, 2007
Fala, comandante! (parte 3)
Como prometido, mais um trecho do discurso de posse de Roberto Requião.
Roberto Requião (PMDB), aliado de Lula, reeleito governador do Paraná ano passado, em seu discurso de posse fez uma dura crítica à direita brasileira, à mídia e quem mais se opor a um projeto popular real. É um esquerdista radical e acho que nem é preciso dizer que durante sua campanha não sobraram jornalistas e patrões querendo derrubá-lo.
Confira a primeira parte no link:
http://culturapetista.blogger.com.br/2007_03_18_archive.html#39482386
Confira a segunda parte no link:
http://culturapetista.blogger.com.br/2007_04_01_archive.html#39521051
Confira a íntegra do discurso no link:
http://www.aenoticias.pr.gov.br/modules/news/article.php?storyid=25322
Aí vai:
"E não é um governo de centro-esquerda, não. Não venham com esses centrismos, com esse equilibrismo. Somos sim um governo de esquerda. E que a má interpretação ou a distorção daquilo que disse o Presidente Lula não sirva de pretexto para que alguns neguem o lado em que nos posicionamos.
Somos de esquerda, porque ser de esquerda é ser solidário, fraterno, humano. É ser gente. É ter os olhos, a alma e o coração voltados para as desigualdades e as misérias deste mundo.
O fosso entre os que têm e o que não têm alargou-se de tal formas nos últimos anos, nesses malditos anos de expansão do neoliberalismo, que não seria catastrófico antecipar a possibilidade do colapso da civilização.
Tenhamos olhos para ver. E vejam.
Hoje a metade da população mundial, calculada em 6 bilhões e 800 milhões de almas, tem um patrimônio de tão somente 4.500 reais.
A tragédia brasileira da desigualdade, da exclusão, da concentração de rendas segue o ritmo mundial.
Por mais escandaloso e surpreendente que pareça quem ganha mais que 800 reais por mês em nosso país está entre aquela parcela de cinco por cento de brasileiros mais ricos.
Escandalizem-se. Mas reajam, mas façam alguma coisa, mas desendureçam o coração e arejem o cérebro. Alinhem-se à esquerda, formem entre aqueles que ainda não perderam a capacidade de indignar-se e lutar. Perfilem entre os que não perverteram as características básicas de seres humanos, que não se transformaram em homens lobo dos homens.
Enfim, recuperemos as nossas condições de seres humanos. Segundo Aristóteles, "animais políticos"; isto é gregários, solidários, civilizados, já que civilização pressupõe solidariedade, irmandade. É isso que nos distingue da barbárie, da irracionalidade."
Outros trechos virão.

